Dos Senhores, Presidente da Direcção - CT1ASM - Joaquim Jorge e Presidente da Assembleia-Geral - CT4EW - Fernando Cristino

Tal como acontece com os impérios, que têm o seu apogeu e queda, pois são criados e mantidos por homens que também erram e, muitas vezes, deles se servem para satisfazer um sem número de caprichos, também as organizações humanas mais pequenas, a que comummente chamamos associações deixam um lastro de episódios felizes, aqueles momentos que as tornam memoráveis, e outros que as fazem entrar na penumbra.

Ora, uma associação de radioamadores como a REP – Rede dos Emissores Portugueses, a mais antiga do país, tem obrigações éticas e morais que vão muito para além daquilo que será exigido a uma qualquer outra congénere. A REP tem a obrigação de ser agregadora e de ter um papel conciliador no seio radio amadorístico. Deve pugnar por consensos, pontos de equilíbrio, fazendo da sua matriz nacional um lastro de  responsabilidade e de conduta irrepreensível, para que todos se possam rever nessas atitudes e as desejem imitar.

Infelizmente essa não tem sido a triste realidade. A REP é formada por homens que,devido a sua intrínseca natureza humana, são limitados e falíveis. 
A REP parece não  ter  timoneiros  à  altura  dos  pergaminhos  da  mais  antiga  associação  de  radio amadores do país.

Referimo-nos a má liderança e de escolhas pouco cuidadas e pouco criteriosas dos caminhos a seguir. Nunca foi, não é, e não será nunca nossa intenção imiscuirmo-nos nos assuntos internos de outras associações, desde que o tema não sejamos nós. O caminho escolhido pela REP foi o da afronta quando se abalançou a procurar licenciar um repetidor na área privilegiada de influência de uma Associação sua congénere, no caso vertente a ARBA.

O que pretende a REP ao montar um repetidor D- STAR em pleno coração de Viseu, cidade sede da ARBA? Decerto que não foi pugnar pela união, uma vez que a ARBA não foi sequer informada do que se passava. A REP não teve a mínima delicadeza institucional de comunicar à ARBA das suas enviesadas intenções. A isto chamamos nós má fé. Má fé daqueles que tendo responsabilidades se deixam instrumentalizar e manipular por outros que a usam como arma de arremesso. Note-se bem que a ARBA recebeu a delegação da REP em sua casa por ocasião da sua feira– exposição de rádios em 12 de Abril do presente ano.Nessa altura já a REP apunhalava quem os recebia, uma vez que nunca foi comentado nada sobre o assunto que já se conjurava em segredo. O punhal que iria desferir o golpe fatal nas relações entre as duas Associações estava pronto a ser desferido, bem no peito de quem abria os braços para receber a delegação da REP. Não é esta a forma de estar da ARBA no associativismo, pois não é esta a forma dos seus dirigentes estarem na vida. Tudo, num e noutro âmbito, associação e vida pessoal é feito às claras, olhos nos olhos. É esta a conduta que nos move e moverá, pois cremos estar no caminho certo.

A REP preferiu outro modo de atuação, o caminho hediondo do golpe baixo, furtando-se ao diálogo, sem franqueza, sem limpidez institucional, sem dignidade intelectual. Atuou como serpente que escondida na vegetação tenta morder a sua presa. Diz o povo na sua sábia sabedoria que “quem não se sente, não é filho de boa gente”. Assim,  a  ARBA  considerou  ser  importante  redigir  o  presente  comunicado  para expressar o seu profundo desagrado e o mais veemente repúdio pela conduta deplorável da direção da REP que não teve a verticalidade de pôr a ARBA ao corrente das suas intenções que mais não eram do que ceder aos caprichos de um radioamador dissidente da ARBA.

A elementar pergunta de retórica aqui fica:

Qual é o vosso intuito? 
Semear a desordem e a instabilidade no seio radioamadorístico? 
Dividir para melhor reinar? 
Fazer uma demonstração gratuita da vossa influência em“ esquemas ”por baixo do pano?

Pois uma instituição como a REP merece mais, melhor, muito melhor. Respeitar para ser também respeitado. Ser nobre, justo, coerente nas decisões, ter visão estratégica e sensibilidade para os problemas que daí poderão advir ao nível do relacionamento interassociativo que paulatinamente, e à custa de muito esforço, se foi construindo.

A ARBA, nas pessoas dos seus Presidentes da Direção e da Assembleia Geral consideram que face ao exposto, caberá à REP dar passos inequívocos no sentido do reencontro do equilíbrio e reposição do relacionamento institucional que se encontra seriamente afetado.

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